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Como saber se uma Empresa realmente Gera Lucro

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Uma das melhores FERRAMENTAS disponível ao investidor é, sem dúvidas nenhuma, a DRE (demonstrativo de resultados do exercício). A DRE é como um filme, e mostra os resultados operacionais da empresa durante um período, normalmente de três meses ou um ano.

A tabela abaixo retirada do livro “Warren Buffett and the Interpretation of Financial Statements” mostra o exemplo de uma DRE. Passaremos em alguns pontos rapidamente.

RECEITA
(-) Custo Mercadoria Vendida
(=) Lucro Bruto
(-) Despesas gerais, de vendas e administrativas
(-) Depreciação
(=) EBIT
(-) Despesa com Juros
(=) EBT
(-) Imposto de renda
(=) Lucro Líquido

RECEITA

É o registro que mostra de onde o dinheiro vem, a quantia total que entrou aos cofres da empresa durante o período em questão. Se você possui uma loja de sapatos, a RECEITA de sua loja é a quantidade de sapato vendida x preço do sapato. Logo, 100 sapatos x R$ 100 = R$ 10.000 de RECEITA.

No entanto, o investidor deve se atentar pelo fato de que não é porque a empresa gera uma grande quantidade de RECEITA que ela é lucrativa e consegue transformar todo esse dinheiro efetivamente em lucro, que é o que interessa. Precisamos subtrair todos os custos e despesas envolvidos. Segredo para fazer dinheiro é gastar pouco e cortar os custos desnecessários!

Custo da Mercadoria Vendida

Para Warren Buffett, quanto menor, melhor! O custo da mercadoria vendida (CMV) – ou do serviço prestado – também pode ser chamado de custo da RECEITA. São, por exemplo, os custos de comprar os materiais necessários para fabricar os sapatos que serão posteriormente vendidos e a mão de obra necessária para fabricar essas mercadorias.


Ao subtrair a RECEITA dos CMV, temos o Lucro Bruto. A Margem Bruta é a divisão entre o Lucro Bruto e a RECEITA. Dados históricos nos mostram que companhias com grandes vantagens competitivas apresentam margens brutas acima da média. Exemplo é a Coca-Cola, que possui uma margem bruta de 60%.

O que cria uma alta margem bruta são as vantagens competitivas da empresa que permite-a precificar seus produtos bem acima dos CMV. Empresas com alto poder de precificação conseguem aumentar consistentemente o preço de seus produtos sem diminuir a demanda por eles. Disney é um exemplo.

Em uma regra geral, buscamos companhias com Margem Bruta – consistente e sustentável – maior que 40% e evitamos empresas com Margem Bruta menor do que 20%.

Despesas Operacionais

São todas as despesas necessárias para poder operar o modelo de negócio: pesquisa e desenvolvimento, despesa de vendas, gerais, administrativas, marketing, depreciação e amortização, etc…

Empresas que não possuem vantagens competitivas apresentam grandes variação em suas despesas operacionais.

É necessário tomar muito cuidado com empresas que para se manter competitivas necessitam de intensivos gastos com pesquisa e desenvolvimento, juros ou CAPEX

Por fim, temos um outro custo que é deixado de lado por muitos investidores. A depreciação é um custo real, pois em algum momento da vida da empresa esse ativo terá que ser substituído para a empresa manter-se competitiva e, portanto, deve ser considerada.

Despesa com juros

São os pagamentos de juros causados pela dívida contraída no balanço patrimonial da empresa, nos passivos. Diferentemente das despesas operacionais, são despesas financeiras, e não estão atreladas a nenhum processo, como de venda ou de produção. Quanto mais dívida a empresa tem, maiores são os pagamentos com juros.

Geralmente, empresas com muita dívida são companhias que atuam em mercados competitivos e necessitam de financiamento para adquirir ativos físicos. Warren Buffett descobriu que, no geral, empresas com fortes vantagens competitivas não necessitam arcar com muitos pagamentos de dívida.

Lucro Líquido

Depois de todos os custos, despesas e impostos forem descontados da RECEITA, temos o Lucro Líquido. Primeiro, os investidores devem analisar o histórico dos resultados líquidos e concluir se há uma tendência de crescimento de lucros consistentes e sustentáveis.

Também é muito importante analisar a veracidade desse número, e excluir qualquer ganho não recorrente reportado pela companhia.

Um indicador muito importante de se calcular é a Margem Líquida, calculado como o Lucro Líquido dividido pela RECEITA. Historicamente, empresas com vantagens competitivas sustentáveis apresentaram uma Margem Líquida acima da média.

Warren Buffett disse que entre possuir ações de uma empresa que lucra US$ 2 bilhões e possui uma RECEITA de US$ 10 bilhões ou uma empresa que lucra US$ 5 bilhões e fatura US$ 100 bilhões, ele escolheria a primeira empresa, isso por que ela consegue transformar 20% das RECEITAs em lucro, enquanto a segunda somente 5%.

Empresas com fortes vantagens competitivas, como a Coca-Cola e a Moody’s, possuem Margens Líquidas de 21% e 31%, respectivamente. Já empresas atuantes em setores complicados, altamente competitivos, como a Southwest Airlines e a General Motors, reportam margens de 7% e 3%, respectivamente.

No geral, buscamos empresas com margens líquidas acima de 20% e evitamos as abaixo de 10%. No entanto, cada caso é um caso, e deve ser analisado completamente sem vieses ou pré-conceitos.

Fonte: Jornal Contábil

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