Seis em cada dez brasileiros se consideram muito preocupados com segurança digital

A entrada em vigor da Lei Geral da Proteção de Dados Pessoais (LGPD), o maior vazamento de dados da história do Brasil e o aumento de tentativas de fraudes digitais parecem não ter passado despercebidos pela população do Brasil.

Pesquisa sobre cibersegurança revela que maior parte dos respondentes tomaram conhecimento do megavazamento de dados ocorrido em janeiro de 2021.

Tanto é que, atualmente, 6 em cada 10 brasileiros se consideram muito preocupados com segurança digital.

Além disso, mais da metade se declara mais preocupada com segurança digital agora do que estava há um ano atrás, mostrando que os fatores citados acima podem ter impactado na percepção dos consumidores.

Esses dados compõem a nova pesquisa do Capterra, plataforma de comparação de softwares, que investigou o sentimento dos consumidores brasileiros acerca da cibersegurança. O levantamento ouviu a opinião de 714 pessoas de todas as regiões do País, entre os dias 16 e 23 de junho de 2021.

“Com consumidores mais atentos, negócios que não se adequaram à LGPD ou não possuem preocupação com tratamento de dados necessitam empregar urgentemente ferramentas para que possam mitigar riscos de serem vítimas de ataques digitais”, explica Marcela Gava, analista responsável pelo estudo.

A mesma pesquisa mostra que o maior receio das pessoas em relação ao vazamento de dados (74%) é fraude financeira, que resulta na criação de boletos falsos, clonagem de cartão de crédito, solicitação de empréstimo ou hipoteca e abertura de conta bancária.
Empresas são mais responsáveis pela proteção de dados

A pesquisa do Capterra também identificou qual a percepção dos consumidores em relação ao cuidado com os dados. Quando questionados se concordavam com a afirmação “A proteção de dados é mais responsabilidade da empresa do que do consumidor”, 42% disseram que concordam totalmente e 37% disseram que concordam.

Posicionamento semelhante pode ser relatado na afirmação “Hoje em dia as empresas têm ferramentas para evitar golpes digitais”: 53% disseram que concordam e 20% disseram que concordam totalmente, reforçando a necessidade das empresas de implementarem meios de inibir golpes digitais, usando softwares de cibersegurança, por exemplo.

Sobre as situações que acham mais grave, 40% dos respondentes disseram que mais grave é a empresa não comunicar clientes sobre um possível vazamento de dados, enquanto 24% creem que é compartilhar dados com terceiros sem consentimento dos clientes.

Fonte: Marcela Gava

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